domingo, 30 de setembro de 2007
Glossário
Alelo - Um alelo é cada uma das várias formas alternativas do mesmo gene, ocupando um dado locus (posição) num cromossoma.
Cê
Dê
Dihibridismo - Estuda-se a transmissão de duas características e as relações entre si.
E
Ervilheira - Leguminosa da qual se extraem diversos tipos de grão (ervilhas) que constituem um excelente alimento. Devido à sua velocidade de formação de descendência, grande número de descendentes formados e forma das pétalas, que permite a autopolinização, a ervilheira foi um grande contributo para Mendel.
Fenótipo - Manifestação específica de uma certa caracteristica. O fenótipo é determinado até certo ponto pelo genótipo, ou seja pela identidade dos alelos que um indivíduo possui num ou em mais loci dos cromossomas. Grande parte dos fenótipos são determinados por genes múltiplos e influenciados por factores ambientais. Assim, nem sempre a identidade de um ou de alguns alelos conhecidos permite prever o fenótipo.
Gene - Segmentos de ADN com um determinado número de nucleótidos e com uma ordem própria constituem uma unidade de linguagem química designada por gene. O gene é um segmento de um cromossoma a que corresponde um código distinto, uma informação para produzir uma determinada proteína ou controlar uma característica, por exemplo, a cor dos olhos.
AGÁ
Hereditariedade - Conjunto de eventos biológicos responsáveis pela transmissão de uma herança a seus descendentes através de seus genes. A informação genética é transmitida através dos genes, porções de informação contida no DNA dos indivíduos sob a forma de sequências de nucleótidos. Existem dois tipos de hereditariedade: especifica e individual. A hereditariedade especifica é responsavel pela transmissão de agentes geneticos que determinam a herança de caracteristicas comuns a uma determinada especie. A hereditariedade individual designa o conjunto de agentes geneticos que actuam sobre os traços e caracteristicas proprios do individuo que o tornão um ser diferente de todos os outros.
Híbrido - Indivíduo resultante da união de duas espécies diferentes mas semelhantes, regra geral estéril, devido a incompatibilidades genéticas. A mula é um bom exemplo de um organismo híbrido, resultante da união de um cavalo com um burro.
I
JOTA
KAPA
EL
Lei da Segregação Factorial - Segundo Mendel, aquando da formação dos gâmetas, havia a segregação dos factores que determinavam uma característica específica, ou seja, cada factor ia para um gâmeta.
Lei da Segregação Independente - Dois factores determinantes de duas características diferentes são segregados independentemente um do outro, formando-se, assim, 4 fenótipos e 9 genótipos diferentes.
Linha Pura - Constituída por indivíduos puros.
EME
Mendel, Gregor - Gregor Johann Mendel nasceu em 1822, na Silésia. Segundo consta, era pobre, e aos 21 anos de idade entrou para um convento da Ordem de Santo Agostinho, sendo mais tarde enviado para Viena a fim de estudar história natural. Indicado depois para professor-substituto dessa matéria, jamais conseguiu, entretanto, a aprovação nos exames para se tornar efectivo no cargo. O seu trabalho genial colocou-o ao nível dos maiores cientistas da humanidade. A sua obra Experiências com hibridização de plantas, que não abrange mais de 30 páginas impressas, é um modelo de método científico. O que descobriu, e vem sendo ensinado desde 1900, tornou-se absolutamente imprescindível para a compreensão da Biologia moderna.
Monohibridismo - Estuda-se a transmissão de apenas uma característica específica
ENE
O
PÊ
QUÊ
R(r)Ê
SÊ
TÊ
U
VÊ
XIS
Xadrez Mendeliano - Tabela de dupla entrada onde se colocam os gâmetas possíveis de ambos os progenitores e o genótipo provável para a descendência.
ZÊ
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Exterminação cuidada e limpinha
Não é preciso ser um crânio nem sequer pensar muito para chegar a esta conclusão: Se os espermatozóides morrem, o homem fica estéril.
Pois bem, até isto foi dito na aula. Se um acidente, ou sessões de quimioterapia ou algo do género, levar(em) à morte involuntária dos espermatozóides armazenados, o ex-possuidor destes ficará sem poder engravidar (alguém, obviamente) durante 3 meses, tempo necessário à formação de novos espermatozóides.
O que me pergunto agora é: Será possível fazer com que eles morram voluntariamente?
É claro que se teriam que ter em conta os prós e os contras, de modo a que nada afectasse o ulterior desenvolvimento dos mini combatentes da Grande Guerra.
É claro que se teriam que mudar mentalidades, e talvez fosse esta a parte mais difícil, pois ainda agora uma vasectomia é algo bastante mais simples de se fazer que uma laqueação de trompas, uma pequenina cirurgia, em 15 minutos está pronto para ter alta, nem baixa precisa de meter, mas o verdadeiro "macho man" nunca faria uma vasectomia, ficar agora sem o seu exército, era mesmo o que faltava!
Reparem, neste caso é só 3 meses, podiam criar uma espécie de pílula masculina que necessitassem de tomar apenas de 3 em 3 meses, não deixariam de ser homens por causa disso, nem mesmo impotentes, assim o creio!
É claro que se tinha que ter em atenção um factor muito importante: os espermatogónios não poderiam de forma alguma ser mortos, não fosse ficarem estéreis de vez! Certamente haverá algo que distinga estas células das mais desenvolvidas, velocidade de crescimento, modo de divisão celular, algo que se pudesse encontrar laboratoriamente e a partir dessa pequena discriminação extreminar os necessários.
Não me tomem agora por nazi, lembrem-se que toda esta selecção é apenas para garantir que a fecundação seja dada com o indivíduo certo no momento exacto. É para o bem da comunidade.
"I have a dream" disse Luther King. O meu sonho é que me levem a sério quando falo e digo o que penso.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Rato salva Humanidade (mais uma vez, coitado)
Segundo uma publicação datada de Março pelos encarregados pela investigação, esta pode conduzir a novos tratamentos de fertilidade.
Os cientistas, liderados por Masaru Okabe, director do Centro de Pesquisa de Informação Genética da Universidade de Osaka, no Japão, desenvolveram um rato geneticamente modificado, com a falta de uma imunoglobulina que se encontra normalmente no esperma e concluíram que, apesar de este ser saudável e continuar a produzir esperma, não conseguia fazer engravidar as parceiras.
A descoberta promete benefícios nos tratamentos clínicos de fertilidade e no desenvolvimento de novos métodos contraceptivos.
BBC NEWS
As minhas dúvidas são as seguintes:
1. Como conseguirão eles agora manipular a dita proteína em nosso benefício? (Creio que não terão grandes problemas, mas gostaria de saber como o fazem, a sério que gostaria)
2. Serão métodos reversíveis? Pílulas que inibiam a produção da proteína? Não sei bem como a proteína funciona, mas creio que teriam que trabalhar a nível genético para inibir a sua produção. Talvez um método mais eficaz fosse mesmo descobrir um agente que alterasse a forma da proteína (Alguém se lembra das bacérias do ácido láctico? Hum..)
3. Falaram também em tratamentos da fertilidade.. Será que uma percentagem dos homens inférteis terá a causa do seu problema prestes a ser desvendada? Mais uma vez, como irão regular o funcionamento de uma proteína?
Bem, neste momento creio ter já escrito mais a questionar do que está escrito na própria notícia, portanto vou deixar agora ao vosso critério comentar ou não a notícia. Quem tiver espírito de cientista pode também aventurar-se pelo mundo da hipótese (e da filosofia, quem sabe..).
Cumprimentos
sábado, 22 de setembro de 2007
Os telemóveis matam os espermatozóides?
Primeiro vieram os rumores sobre cancros cerebrais. Depois, a ligação evidente entre estes e o aumento do stress e uma condução mais perigosa,
Agora, um estudo recente mostra que estes pequenos aparelhos estão a provocar sérios danos na fertilidade masculina. Cientistas do Centro de Pesquisa Reprodutiva (Reproductive Research Center) estudaram uma amostra de 361 homens e descobriram que, quanto mais tempo o homem gasta com o telemóve
Os resultados são alarmantes! Segundo o estudo, ss homens que costumavam usar o telemóvel mais de 4 horas por dia tinham uma redução da qualidade do esperma de 41% relativamente àqueles que nunca o tinham usado. Mesmo aqueles que usavam o telemóvel apenas 2 horas por dia viam a efectividade reduzida 20%.
Segundo o líder do estudo, Ashok Agarwal, uma das possibilidades é que a radiação eletromagnética emitida pelos telemóveis, quer em funcionamente, quer em repouso, possa afectar a região do cérebro responsável pela ordem de produção de testosterona.
Uma outra hipótese é que essas mesmas radiações, produzidas por telemóveis geralmente guardados nos bolsos ou no cinto, possam afectar directamente o desenvolvimento dos espermatozóides.
Estudos independentes mostram que ondas rádio, de frequência semelhante à das emitidas pelo telemóvel, danificam o DNA dos espermatozóides.
Mas não entrem em pânico: O estudo, em fases para já pouco maduras, não controlou ainda os factores idade, stress, e outros que possam pôr em causa a veracidade do resultado.
"Eu não deixei de usar o meu telemóvel", diz Andrew La Barbera, director científico da Sociedade Americana da Medicina Reproductiva.
Já Agarwal avisa que "o melhor é começar a afastar um pouco o telemóvel do corpo"
Cabe agora a cada um decidir o que fazer.
(Traduzido e adaptado de http://www.popsci.com/popsci/science/87a8c1baf787f010vgnvcm1000004eecbccdrcrd/5.html)
A Grande Guerra
Imaginem como será pertencer a um grupo de 300 ou mais milhões "iguais" a nós, onde só um poderá vencer.
A probabilidade de singrar é bastante menor que ganhar a lotaria, vos garanto. E, tal como esta também há a hipótese de nenhum alcançar o pódio.
Aquando a cópula, os espermatozóides são "chamados aos postos", como que soldados se tratassem, tendo que estar plenamente preparados para esta pequena grande corrida que irão travar. São 3 meses de preparação para este momento. A pressão é enorme.
Entretanto, o seu meio de saída para o exterior executa movimentos extremos, bruscos, que, além de proporcionarem um enorme prazer, vão retirando estrategicamente os espermatozóides contidos na vagina de um possível rival. É um "jogo sujo", de sobrevivência, experimentado não só pelos humanos.
Quando o momento chega, os bravos guerreiros são lançados a uma velocidade de quase 20km/h, juntamente com um fluido seminal que lhes dará alimento durante a viagem, bem como permitirá uma pressão suficiente para arrancar do útero um possível inimigo que terá ficado escondido.
Com as tropas já no interior, há que ultrapassar os obstáculos. Para isso, conta-se com 3 tipos de espermatozóides: os potenciais fecundadores (aproximadamente 1 milhão por ejaculação), os bloqueadores (aproximadamente 100 milhões), que dão a vida para cobrir o avanço dos outros, e os assassinos (aprox. 200 milhões), cuja missão é descobrir e eliminar a concorrência.
Quando o óvulo chega à zona de fecundação, os espermatozóides alojados no útero têm oportunidade de percorrer o restante percurso e tentar alcançar o objectivo.
Se, nesse entretanto, a mulher manteve relações com o mesmo parceiro, os guerreiros "veteranos" morrerão para dar lugar às novas gerações mais resistente.
Caso contrário, dar-se-á o que Robin Baker e Mark Bellis, biólogos britânicos, chamam de "guerra espermática", um feroz combate entre os dois exércitos.
É nesta altura que actuam os espermatozóides assassinos, equipados com grandes quantidades de frutose, procurando ADN estranho e eliminando-o com um veneno celular.
Após os potenciais fecundadores entrarem, os bloqueadores coagulam, formando uma parede rígida que impede possíveis rivais de prosseguirem.
Chega então a parte em que o factor sorte entra em acção: Os que continuam em competição são obrigados a atravessar inúmeros obstáculos, tais como toxinas ou mesmo "labirintos", onde acabam por morrer antes de encontrar saída.
Assim, o espermatozóide que chegou à meta pode sentir-se feliz. Mas não des
As alianças são quebradas, é a altura do cada um por si.
Ainda não se conhece a razão pelo qual fecunda um o óvulo e não outro.
Descobriu-se, no entanto, algo bastante interessante: Se muitos chegam à meta, talvez por ser sinal de uma má selecção, é despoletada a produção de um veneno por parte dos espermatozóides assassinos que matará o óvulo.
Por sua vez, a vagina não tem um papel passivo.
Na pior das hipóteses, envia lucócitos que tratarão de destruir os pequenos guerreiros de forma violenta.
Já se lhe forem favoráveis, terão estes um chamado "tempo de repouso" de 5 dias.
Uma outra descoberta interessante é o relógio interno masculino.
Não podendo ter a certeza que o sémen é seu, o homem desenvolveu uma táctica que funciona à base do tempo que decorreu desde a sua última cópula.
Se for pequeno, a possibilidade de possuir sémen de outrem é menor, logo, serão enviados menos soldados para o terreno. Afinal, o tempo de estágio é grande, não se deve desperdiçar.
Já se o tempo decorrido é grande, o número de guerreiros é consideravelmente maior.
Como se pode ver, a batalha pela vida começa já antes de nascermos.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Temos que começar por algum lado...
"No âmbito da disciplina de biologia...". Assim começou o primeiro de muitos relatórios que virão ulteriormente, por certo.
Foi uma experiência única, a primeira vez. Aquela em que somos tratados como meninos pequenos, que nunca viram um microscópio à frente.
"Isto é um microscópio!" - Diz o professor. Os nossos olhos abrem-se de espanto "uauuuuu" dizemos, com a boca muito aberta, enquanto olhamos para a raridade que se encontra à nossa frente.
O professor aproveita bem o momento, sabe que será único, uma vez que após várias aulas de manejo com o dito aparelho estaremos já saciados de o apreciar.
Talvez não tenha sido bem, bem assim que aconteceu, mas é o que continuo a dizer, temos que começar por algum lado!
Fomos incumbidos de visualizar a epiderme de um caule de Tradescantia, planta pequena de caule verde e tenro, algo indispensável para perceber por que, quando vista a microscópio, apresenta ostíolos.
Admito que não foi simples conseguir retirar a epiderme do caule, estando habituada à epiderme de cebola, que à primeira oportunidade sai do berço criador. Não foi, no entanto, algo impossível.
Após retirar a dita "película" transparente, coloquei-a em cima da gotinha de água da lâmina (há que deixar o preparado em meio aquoso, para não alterar muito as características), e, quando tudo pronto, vi-me por fim perante a ocular, espreitando para todo esse mundo microscópico.
Grande desilusão foi para mim quando, da primeira vez, nada vi se não filamentos indefinidos, sem qualquer parecença com o que imaginava de células vegetais.
Não desisti. Tinha que dar luta à planta que insistia em não se mostrar para mim. Tentei retirar um pouco mais de parênquima que ainda se encontrava agarrado à epiderme, que sabia eu ser transparente.
E não poderia usar melhor expressão que a famosa "fez-se luz!". Tudo o que anteriormente estava escuro, sem traços concretos, aparecia agora iluminado! Vi a parede celular, as células afiladas, seguidas. Descobri algo que deveria saber desde o 10º: O caule tem ostíolos! É que, sei agora, nos primeiros anos (ou mesmo apenas primeiro) de vida, o caule é tenro e desempenha a mesma função respiratória que as folhas da planta.
Foi uma experiência interessante, nem o relatório conseguiu travar a minha boa disposição e vontade de continuar a realizar experiências.
Todas as terças estarei lá, com vontade de trabalhar!
E posteriormente aqui postarei o sucedido, bem como o meu parecer!